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Estatísticas criminais



7 Março 2008 Um comentário

Toda administração avalia parte do seu trabalho através de índices, no campo policial não é diferente, as estatísticas são grande referencial para constatar êxitos e insucessos, devendo servir de base para a adoção de novas medidas. Porém, a produção desses dados deve ser feita com extrema precisão e cautela, dentro dos parâmetros científicos, avaliados concomitantemente com sua coerência em relação à realidade.Uma reportagem apresentada em tradução no portal Terra noticia que “iPods podem ser responsáveis por onda de crime”. A constatação do aumento do número de crimes violentos nos EUA é relacionada ao crescimento das vendas de iPod, baseando-se no estudo do Instituto Urbano. Parece presunção excessiva apostar que mais gente enveredou-se em cometer crimes, ou os bandidos passaram a subtrair mais em virtude da difusão dessa criação.


Obviamente, se aumenta a quantidade desses itens em meio à população, é de se esperar um maior registro de furtos ou roubos do aparelho. Isso é simples, como imaginar que se em uma cidade há grande número de carros importados, paralelo a isso deve haver um alto índice de roubos a carros importados, mais do que em outro local onde haja pouca concentração dos mesmos.

Concatenar o índice extensivo e abstrato de subtrações com ou sem uso de violência a um simples aparelho eletrônico parece precipitado, bem como as relações que são feitas com determinismo direto entre quantidade de policiais e índices de criminalidade, além de uma série de outros comparativos feitos de modo imprudente. No âmbito criminal, são incontáveis as variáveis relacionadas à oscilação dos índices, indo desde o preparo policial, efetivo, equipamento, armamento, a questões salariais, econômicas, de desemprego, sociais, educativas, culturais e mais uma infinidade de fatores, que talvez tenham sido desprezados pelos autores da pesquisa, bem como pelos leitores que em enquete disponível na página, em sua maioria absoluta, depositam credibilidade nos dados fornecidos. Nem tudo é o que parece ser, sobretudo no âmbito policial.

Victor Fonseca é Aluno Oficial da PM-BA e um férvido admirador do militarismo, seguidor ipsis literis da dedicação exclusiva que a profissão exige e entusiasta da atividade policial militar.


One Comment »

  • Stive disse:
    Wavatar

    Muito bom o artigo, obrigado pela contribuição!

    Abs

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