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“Em apenas dois dias, as estatísticas da criminalidade na região metropolitana de Goiânia acendem o alerta, que indica aumento no número de crimes devido à ausência da polícia especializada nas ruas. No balanço geral, dois dias foram o bastante para a polícia computar pelo menos R$ 60 mil subtraídos em assaltos à mão armada e com o uso de violência. Anteontem, foram cinco assaltos à mão armada somente na Capital.O aumento pode estar relacionado ao esfacelamento da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam).

Enquete realizada pelo Diário da Manhã anteontem revela que 100% dos entrevistados disseram ser favoráveis à permanência do grupamento especializado nas ruas, especialmente à noite, período em que pode haver aumento no número de crimes. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e o Comando da PM insistem que a alteração visa reestruturar o aparato da Rotam, com o objetivo de melhorar as ações do grupo e impedir também ações tipificadas como abuso de poder, que resultam em violência policial.

rotam2.jpgUma das mudanças trata da redução do período de permanência do militar do grupamento especializado. De acordo com o comandante do policiamento da Capital, coronel Cézar Pacheco de Araújo, não há o risco de extinção da Rotam, mas uma ampla reestruturação, que deve contemplar todo o efetivo. Com as alterações, o soldado praça ficaria por período nunca superior a três anos nas fileiras da Rotam. Por outro lado, o oficial teria prazo máximo de um ano no grupamento. “Com isso, esperamos diminuir o nível de estresse e tensão oriundos da execução das atividades”, lembra Pacheco, ao destacar que a ausência do trabalho ostensivo da Rotam à noite não resulta em falta de segurança à população. ”

Cidades, Diário da Manhã

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